"Simplesmente aconteceu
Não tem mais você e eu
No jardim dos sonhos
No primeiro raio de luar
Simplesmente amanheceu
Tudo volta a ser só eu"
Era para ser amor de certeza, de contar para o que der e vier.
Era para ser eterno, leve, forte, de uma lucidez louca.
Era para ser prosa, poesia e canção.
Era para ser presente, mesmo que ausente.
Era para ter asas e ninho.
Era para ser de uma certeza digna de dúvidas.
Era para ser...
No passado, era.
Hoje são arvores, quando outrora eram frutos.
Frutos de uma mesma árvore.
Germinaram e cresceram, juntos, num solo adubado com amor e cumplicidade.
Seus galhos se entrelaçaram de maneira que se fazia crer no eterno.
A tempestade que os tornaria mais fortes juntos, dilacerou.
Eram braços dados e dedos frouxos.
Dos galhos quebrados eternizou a distância.
E a distância abrigou a ausência.
E a ausência se embriagou do vazio.
E o vazio se congelou em nada.
E o olhar que via além, agora enxerga através.
Era para ser complicadamente simples...
Era para simplesmente ser.
