"Eu sou o predador mais perigoso que jamais existiu. Tudo em mim é convidativo: minha voz, meu rosto, até o meu cheiro, como se fosse preciso (...) como se você pudesse fugir de mim ou lutar comigo (...)"Edward Cullen - Crepúsculo
Não sei se é por causa dos nossos beijos regados a super bonder, ou se devo atribuir a sua perfeita habilidade de se inscrever nas linhas do meu corpo através da sua barba semi-serrada.
Poderia, sem hesitar, apostar que os moldes do seu ombro foram os mesmos que desenharam o formato do meu crânio.
Adoro navegar nas ondas produzidas pelo arfar do seu peito.
Desconfio, que em algum momento, certamente mágico você se transformou em meu predador perfeito.
O fato é que avassalada pela Síndrome de Estolcomo, serviria todo meu sangue para você em uma taça de cristal.
Estranho desejo que se configura na arcaica metáfora do predador e vítima, caça e caçador.
Quanto mais eu recuo, mais você me fareja.
Desconfiado do odor latente , estrategicamente se afasta.
Afastando, mais você me atiça.
Atraído pela sede de me possuir, movimenta-se em passos lentos.
Entorpecida pelo clima ameaçador do ambiente recuo.
Nessa eterna dança do acasalamento, somente você pode me conduzir.
Por mais que as minhas atitudes revelem que invisto toda a minha energia para descobrir um abrigo seguro, eu quero mesmo é ser rendida, dominada, degustada.
E eu sei que você não vai desistir até suprir sua fome de mim.
Ainda bem...

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