"A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor"
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor"
Dia desses, uma brisa tocou sutilmente minha face. Ela veio bem leve, caminhando em passos de anjos, tocou-me com mãos de seda.
Rapidamente pude perceber que a brisa, era a tão esperada Felicidade.
Inocentemente, havia concluído que ela só se apresentava fazendo estardalhaço, anunciando com fogos de artifícios a sua chegada.
Mas dessa vez, incoerentemente ela me surpreendeu. Ela é sempre bem vinda, mas dessa vez ela vinha em um novo traje. Não usava seus costumeiros vestidos cor de arco-íris. Ela vinha com um vestido dourado reluzente e um pingente em forma de trevo de quatro folhas, na cabeça uma tiara cravejada de diamantes.
Na sua bolsa, ela carregava sorrisos, abraços, olhares, um frasco bem cheio de lágrimas emocionadas e uma caixinha trancada.
Sorrateiramente ela me abraçou e disse-me ao pé do ouvido, que aquela vestimenta era usada em momentos especialíssimos. Ela era necessária toda vez que era chamada para se alimentar de compartilhamentos de alegrias.
Proferiu, com sua voz de veludo, que esse banquete só poderia acontecer se houvéssemos plantado verdadeiros amigos, amores e cúmplices. E me explicou minusciosamente é que ele jamais pode ser planejado e nunca sabemos de ante-mão quem ocupará cada lugar da mesa.
E foi assim, num dia em que eu gozava de uma alegria proveniente de uma conquista, a Felicidade chegou, e como boa anfitriã ajeitou a mesa, colocou os lugares caprichosamente, e serviu o banquete mais delicioso que eu tive o prazer de degustar.
Os lugares foram ocupados pelas pessoas especiais da minha vida, e também pelas pessoas em que eu sou especial. Alguns foram ocupados por quem que eu nem imaginava, mas que deram um brilho especial na mesa. Outros, que havia destinado para alguns, não foram preenchidos, e no decorrer do tempo misteriosamente não eram mais visíveis.
Com a mesa completa, e iluminada (não pela roupa ou pelos diamantes, mas pelas presenças) ela se aproximou de mim, e me entregou a bela, pequena e frágil caixinha. Dentro dela estava a lembrança daqueles que foram especiais e extremamente amados, que já não habitam entre nós, mas se acochegam calorosamente dentro do meu coração.
Foi uma noite especial. Mais do que eu poderia supor. Rapidamente algemei aquele momento no meu pulso, decidi sem pestanejar que ele iria me acompanhar para sempre.
Antes de ir embora, ela colocou em meu pescoço o pingente de trevo. Disse-me que era pra eu lembrar que a felicidade só pode vir em seu traje de gala, pra quem tiver a sorte de ter por perto a presença dos que amamos e que gratuitamente retribuem este sentimento.
E ela foi embora, mas deixou um gosto único, o gosto de compartilhar alegrias, de dividir momentos e o de ser extremamente feliz!!!

Apenas os abençoados e limpos de coração podem sentir seu gosto único. Você merecia viver com este gosto único em seu paladar... Mas como sentir falta e valorizá-lo se ele fosse tão constante?! A ausência dele é só para nos lembrar de que seu sabor é essencial e tempera nossa vida em momentos que precisamos ter a sabedoria de eternizar...
ResponderExcluirTE AMO!
SUA SEMPRE, ETERNA, CONSTANTE OU INCONTANTE, PORÉM... INCONDICIONAL AMIGA E CÚMPLICE.
CACAU.