2.7.10

Caminhos


"E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos."
Metal contra as Nuvens


Eu não sei aonde eu posso comprar a passagem de volta...

E ainda não decidi a respeito disso.

Eu ainda nem sei pra onde eu quero ir.

Não faço a menor idéia de onde recomeçar.

Mas o que realmente importa, é que o que eu vejo agora, não me agrada.

E, de repente, não faz muito sentido voltar.

Algumas coisas são imutáveis.

Muitas escolhas são definitivas.

E eu, sempre escolho o caminho que têm mais coração.

E se eu pudesse voltar lá, naquele ponto, que eu nem faço idéia de onde seja, ainda sim eu teria me orientado por essa pequena bússola quebrada, estrategicamente localizada no meu peito.

E começo a desconfiar que aquela agitação louca e desvairada, é um aviso de perigo.

E nesse caminho que eu andei seguindo, me ensinou a valorizar os dias de luz.

Eles são raros.

Então na hora que eu paro e observo, vejo muita coisa que não queria ver.

Parece que nada cresce aqui.

E têm tantas pegadas no chão, de gente que passou e não quis ficar.

E as flores esqueceram de florescer, as sementes desistiram de fecundar.

E eu passo por aqui, certa de que sou mais uma que vai parar, olhar, e seguir.

Mas os dias de sol, são mágicos, encantadores.

E eu tenho certeza, que quem passasse por ali, num desses momentos, teria uma vontade incontrolável de se enterrar ali.

E você se enterra, até perceber que esse dias tão raros, tão espaçados que são capazes de murchar as lembranças mais belas.

Mas agora, eu valorizo as noites escuras e frias, é nelas que consigo me orientar melhor até a saída.

E gostaria que fosse assim, até eu encontrá-la.

Nenhum comentário:

Postar um comentário