24.11.13

Broken Girl


"She watches the darkness creep in, oh
Come by an half past day
She sits by the weeping willow
Sad that she can't relay
She dreams of someday getting out of this place
She said she's never felt at home
Even in her own face."

É que eu tenho estado engasgada por muito tempo.
As vezes me permito transbordar pelos olhos. 
E não deixo de pensar em como o simbolismo disso tudo é tão perfeito.
Eu não tenho gostado muito do que eu vejo. Muitas vezes quase nem acredito.
Não que eu achasse que fosse fácil. Dizer adeus é sempre muito difícil. Porque embora a realidade estivesse estapeando minha face diariamente, eu não estava abandonando só essa sensação ruim que isso tudo me despertava. Eu estava deixando para trás os bons momentos. Todos eles.
E eu tenho mais vontade de chorar do que de sorrir.
Eu não sinto sua falta.
Eu sinto a minha falta.                                                                   
Mas sinto de falta de ter aquele sorriso genuíno.
Sinto falta de ter lembrança, de ter passado.
Porque para seguir em frente eu tive que apagar tudo. Tive que cortar os laços. Tive que sangrar.
E eu olho no espelho e vejo traços seus em mim, o olhar caído, mas não consigo me lembrar do que éramos.
E vejo fotos espalhadas na sala de jantar.
E vejo sorrisos, e é como se eu estivesse folheando revistas, vendo completos desconhecidos sorrindo.
O fato é que eu não me reconheço mais.
Apaguei muita coisa quando resolvi apagar você daqui de dentro.
Não é como se eu me arrependesse.
Eu não tive escolha.
Ainda não tenho.
E eu tive que me reconstruir.
Acontece que eu estou danificada, e não gosto do que eu vejo no espelho.
Não gosto da minha alma costurada, nem do sorriso forçado.
E eu me pergunto todo dia se esse vazio aqui de dentro um dia vai desaparecer.
Hoje percebo que qualquer sentimento é melhor do que a ausência.
Ainda estou confusa.
Eu ainda busco um alívio pra esse vazio que me preenche.
E em como ter um futuro com um pedaço do meu passado perdido em meu subconsciente.
E se isso era um mecanismo para se sofrer menos porque é que as lágrimas desenham tanto sofrimento no meu rosto agora.
E como é que nós tornamos tão estranhos um ao outro.
E será que você sorri?
E será que você seguiu mesmo em frente como parece?
E naquele momento em que estamos sós?
 Aonde o que vale é você e seu emaranhado de pensamentos, você pensa que poderia ter sido diferente?
E se você soubesse que as nossas atitudes nós separaria para sempre, as teria tomado mesmo assim?
E será que meu rosto também é para você apenas mais uma imagem também?
E as fotos da sala de jantar ainda sorriem para você?
E será que valeu a pena?
Eu só queria que você soubesse o tamanho da cratera que você abriu em mim.
E que eu nunca mais serei capaz de confiar em ninguém.
Queria que você soubesse que me feriu de morte.
E que algo como você e eu era para durar pra sempre.
E que eu morreria por você.
E que tudo isso não existe mais.
É só um vazio incomodo.
Ë um terreno infértil na minha alma.
E que eu nunca mais vou permitir você retorne a caminhar sobre minhas estradas.
E que não existe mais caminho de volta.
E que eu não te desejo nada.
Absolutamente nada.
Nada.
E agora é sobre mim.
Sobre o que eu vou fazer do que restou.
E sobre como vou lidar com o buraco negro dentro de mim.
E em como eu vou resgatar aquela pessoa que eu deixei levarem o sorriso.
E por fim aceitar que mesmo aqueles amores, aqueles que foram feitos para durar, também se enchem de erva daninha e apodrecem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário